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Isolado pelos aliados, PT é derrotado e a reforma política não valerá em 2014

Plebiscito deverá ser realizado apenas no próximo ano sem interferir diretamente nas eleições


A proposta da presidente Dilma Rousseff (PT) de realização de um plebiscito sobre a Reforma Política tem recebido duras críticas tanto da oposição como dos próprios aliados. Os petistas são acusados de oportunismo ao se aproveitar do momento de reivindicações da população para conseguir a aprovação de uma reforma política que atenda aos seus interesses. O partido foi derrotado e caso a reforma seja aprovada ainda esse ano não valerá para 2014.

O ponto defendido pelo Partido dos Trabalhadores que mais “irrita” as outras legendas refere-se ao financiamento público de campanha. Oposição e até mesmo partidos aliados como o PSB, do governador Wilson Martins, e o PMDB, do vice-presidente Michel Temer, afirmam que o PT só defende mudanças na regra do financiamento porque seria o principal beneficiado.

Os parlamentares do partido dos trabalhadores como o deputado federal Jesus Rodrigues afirmam que o financiamento público de campanha é uma arma contra a corrupção. Caso seja aprovado, o PT, que é o partido com maior número de votos e com maior número de deputados na Câmara, terá direito a 70% dos recursos arrecadados.

“Defendemos não por interesse próprio do partido, mas porque é o melhor para o país. Isso irá acabar com a corrupção porque impede que lá no futuro empresários que investiram dinheiro em campanhas possam ir ao gabinete do parlamentar, do governador, do prefeito em busca de favores”, diz Jesus.

O governador Wilson Martins (PSB), que é aliado, também criticou o plebiscito e pediu a realização de um plebiscito para a discutir o Pacto federativo. “É isso que o país precisa e principalmente os estados mais pobres como o Piauí. O nosso estado chega a perder bilhões por ano por falta de uma reforma tributária”, disse.

Fonte: 180graus.com